Que vidão…
04/05/2008
Recebí esta entrevista por e-mail; é claro que é falsa mas…
Qual o seu nome?
- Sévérino
- Qual sua profissão?
- Sou Sem-terra.
- Mas… Sem-terra é profissão?
- Há bem mais de um ano.
- É rentável?
- Não tenho o que reclamar: não se paga imposto, não há relógio-ponto e nem patrão pra chatear.
- E o que você faz no seu trabalho?
- Armo esta tenda de plástico preto, onde finjo que vivo nas terras dos outros.
- Dou entrevistas e sento no banquinho, com cara de agricultor frustrado, o dia todo.
- E a comida?
- Ganho seguro-comida.
- E a roupa?
- Ganho seguro-roupa.
- E remédios?
- Ganho seguro-médico.
- Tem família?
- Claro!
- E como a sustenta?
- Renda-mínima, bolsa-escola, auxílio-gás, vale-transporte, fome zero, seguro-gravidez, seguro-filho, seguro-pobreza, seguro-escola.
- Mas, o que você pretende?
- Meus direitos trabalhistas.
- Direitos trabalhistas? Como assim?
- FGTS, INSS, décimo terceiro, seguro-desemprego, férias remuneradas e carteira assinada.
- E depois?
- Ora, aposentadoria por invalidez! Sabe, sentar nesse banquinho, de pernas cruzadas, com cara de infelicidade, desgasta a espinhela. Tem gente aqui que, após 5 anos, de tanto ficar sentado, virou um bagaço.
- É uma profissão sacrificante?
- Sem dúvida alguma!
- Algum recado?
- Ah, sim. Às autoridades e às comissões de direitos humanos: queremos computador e um colchão de espuma na cama.
- Como?
- Queremos aparelho de som, DVD, forno microondas, ar condicionado e televisão.
- Algum outro recado?
- É. Aos otários, quero dizer, aos contribuintes: Continuem trabalhando, pagando seus impostos e nos sustentando com seus salários.
- Qual sua profissão?
- Sou Sem-terra.
- Mas… Sem-terra é profissão?
- Há bem mais de um ano.
- É rentável?
- Não tenho o que reclamar: não se paga imposto, não há relógio-ponto e nem patrão pra chatear.
- E o que você faz no seu trabalho?
- Armo esta tenda de plástico preto, onde finjo que vivo nas terras dos outros.
- Dou entrevistas e sento no banquinho, com cara de agricultor frustrado, o dia todo.
- E a comida?
- Ganho seguro-comida.
- E a roupa?
- Ganho seguro-roupa.
- E remédios?
- Ganho seguro-médico.
- Tem família?
- Claro!
- E como a sustenta?
- Renda-mínima, bolsa-escola, auxílio-gás, vale-transporte, fome zero, seguro-gravidez, seguro-filho, seguro-pobreza, seguro-escola.
- Mas, o que você pretende?
- Meus direitos trabalhistas.
- Direitos trabalhistas? Como assim?
- FGTS, INSS, décimo terceiro, seguro-desemprego, férias remuneradas e carteira assinada.
- E depois?
- Ora, aposentadoria por invalidez! Sabe, sentar nesse banquinho, de pernas cruzadas, com cara de infelicidade, desgasta a espinhela. Tem gente aqui que, após 5 anos, de tanto ficar sentado, virou um bagaço.
- É uma profissão sacrificante?
- Sem dúvida alguma!
- Algum recado?
- Ah, sim. Às autoridades e às comissões de direitos humanos: queremos computador e um colchão de espuma na cama.
- Como?
- Queremos aparelho de som, DVD, forno microondas, ar condicionado e televisão.
- Algum outro recado?
- É. Aos otários, quero dizer, aos contribuintes: Continuem trabalhando, pagando seus impostos e nos sustentando com seus salários.


